Abramilho alerta para custos de produção

SÃO PAULO, 25 de julho de 2008 - A Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) recomenda atenção ao produtor aos custos de produção, que estão em alta. De acordo com o presidente da entidade, Odacir Klein, embora os preços do milho no mercado sejam compensadores (R$ 25,42/saca de 60kg, na segunda semana de julho, acumulando uma alta de 18,52% em 12 meses, pelo levantamento da Emater-RS, Associação Rio Grandense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural), "é preciso fechar de forma positiva a equação custos de produção e preços de comercialização".

Ele se refere particularmente aos preços de fertilizantes, que representam 30% do custo de insumos da produção agrícola. Em 2008, já houve uma alta de consumo da ordem de 20%, mesmo com uma alta de preços acumulada em 50%, segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). "Como 75% do volume de fertilizantes consumidos são importados, com a firme tendência de alta do preço do petróleo, podemos imaginar como isso poderá se refletir nos custos de produção do milho."

Para Klein, ao se planejar para a próxima safra 2008/09, o produtor deve considerar os custos de produção, optando por fatores técnicos como rotação de culturas, correção de solo, adequação de maquinários e possibilidade de uso de sementes transgênicas certificadas. Ele lembra que a tendência altista nos insumos não é só para fertilizantes, mas também para outros itens, como os defensivos.

E se no ano passado o principal destino das exportações de milho brasileiro foi para a Europa, em 2008, a Ásia e mercados da América Latina, como Chile, Colômbia e Peru, estão fortes, de acordo com dados levantados pela Abramilho.

De acordo com dados do Decex/Cacex, do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o País exportou 2,4 milhões de toneladas até junho. Para Klein, o volume mantém uma previsão de exportações de pelo menos 11 milhões de toneladas no ano, superior ao de 2007, quando foram exportadas 10,9 milhões de toneladas.

(Redação - InvestNews)