Ásia recupera perdas; Xangai avança 4,59%

SÃO PAULO, 7 de julho de 2008 - Após uma semana de quedas consecutivas, os principais índices acionários da Ásia fecharam em alta nesta segunda-feira, impulsionados pelo otimismo no setor bancário da China, apesar das contínuas preocupações com a ameaça de estagflação - inflação combinada com desaquecimento econômico - sobre as economias da região. O baixo custo das ações também incentivou as compras nos pregões.

O índice Nikkei 225 de Tóquio subiu 0,92%, para 13.360,04 pontos, após registrar nos últimos 12 dias seu maior período de perdas desde 1954. Em Seul, o índice Kospi avançou 0,11%, para 1.579,72 pontos. Em Hong Kong, o indicador referencial Hang Seng apontou ganho de 2,28%, para 21.913,06 pontos. Já na China, o índice Xangai Composto registrou valorização de 4,59%, para 2.792,40 pontos.

Sem sua principal referência, já que os mercados nos Estados Unidos não operaram na última sexta-feira por conta do feriado local (Dia da Independência), os investidores asiáticos centraram hoje suas atenções nas notícias positivas provenientes do setor bancário da China.

O China Merchants Bank, sexto maior concessor de empréstimos do gigante asiático, projetou que seu lucro líquido do primeiro semestre de 2008 mais do que dobrará. No mesmo período de 2007, a instituição financeira registrou ganho de 6,12 bilhões de iuanes.

A notícia elevou o ânimo dos investidores e impulsionou a compra de ações na Ásia. Entre outros bancos da região, os papéis do japonês Mitsubishi UFJ Financial subiram 3,20%, enquanto os do Mizuho Financial avançaram 6,00%. Em Hong Kong, os títulos do HSBC Holdings aumentaram 1,17%.

A valorização do dólar no mercado de divisas internacional colaborou para o recuo nos preços do petróleo. Em Tóquio, a moeda norte-americana encerrou o dia cotada a 107,62 ienes, contra 106,72 ienes da última sessão. Entre as companhias exportadoras, beneficiadas pelo dólar alto, as ações da Canon e Toyota subiram 1,53% e 1,42%, respectivamente. Já os papéis da Honda apontaram alta de 0,84%.

Nas operações eletrônicas da Ásia, o barril de petróleo dos Estados Unidos encerrou o dia negociado a US$ 143,55, com recuo de US$ 1,74 frente ao último fechamento em Nova York. Apesar da queda, o valor está próximo do recorde de US$ 145,85 registrado na semana passada.

Os ganhos na Ásia foram apenas reduzidos por conta da preocupação dos investidores com o alto preço do petróleo e o avanço da inflação, que ameaçam reduzir os gastos dos consumidores e, consequentemente, provocariam uma queda nos lucros corporativos.

Hoje, o governo de Taiwan informou que a inflação no país avançou para 4,97% em junho, em comparação ao mesmo período do ano anterior, registrando seu maior patamar em oito meses. O resultado foi atribuído à alta nos preços dos alimentos e combustíveis, reforçando as expectativas de que a autoridade monetária local deverá elevar novamente a taxa básica de juros.

Já em Tóquio, o alerta veio do governador do Banco do Japão (BoJ, central), Masaaki Shirakawa. Ele declarou hoje que os lucros das companhias japonesas estão caindo, enquanto a expectativa é que a inflação continue a aumentar, devido à alta nos preços do petróleo e dos alimentos.

(Marcel Salim - InvestNews)

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