Usiminas estreia livro contábil eletrônico

SÃO PAULO, 26 de junho de 2008 - A Usiminas estreou ontem o sistema de escrituração contábil digital, um dos processos do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) e que ainda conta com a escrituração fiscal digital e nota fiscal eletrônica.

Com esse processo, a empresa foi a primeira do País a Ter o livro contábil eletrônico recepcionado e autenticado pela Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg), pioneira na adequação ao novo procedimento.

O Sped é uma ferramenta para uniformizar as informações prestadas e reduzir o custo das empresas com processos internos de logística e faturamento. O Sped Contábil é um projeto-piloto de escrituração digital envolvendo a Receita Federal, Juntas Comerciais e 23 empresas do Brasil, e permite avanços em relação ao atual modelo de escrituração.

No caso da Usiminas, que participa deste projeto desde 2006, seus livros contábeis são registrados em microfichas, encaminhadas trimestralmente à Jucemg para conferência e autenticação. Em até 30 dias, as microfichas são devolvidas e arquivadas em duas vias, uma para consulta e outra para segurança.

Com o processo digital, desenvolvido pela Mastersaf, os arquivos são gerados eletronicamente, assinados digitalmente e, depois de enviados, são autenticados pela Jucemg. O armazenamento dos arquivos é feito em um servidor exclusivo e os dados são disponibilizados para instituições e pessoas autorizadas, via certificação digital.

O gerente de planejamento tributário da Usiminas, Luiz Alberto Noronha, diz que a digitalização dos processos traz agilidade no envio das informações, facilita o armazenamento dos dados, além de reduzir os custos. "Esse processo gera economia de recursos com sistemas e treinamentos. O investimento nesse projeto retornará em um ano e meio".

Segundo Claudio Coli, da Mastersaf, com o processo eletrônico, o fisco tem o controle de toda a cadeia produtiva, o que reduz significativamente a possibilidade de fraudes. "Com mais controle do fisco, as empresas só podem vender o que declararam ter comprado. Isso tira do mercado quem não trabalha de forma legal".

João Martinez, também da Mastersaf, complementa que o aumento da fiscalização do fisco acaba com a concorrência desleal das empresas que compram sem nota fiscal. "O consumidor tem a garantia da procedência do produto". Martinez conta também que a nota fiscal eletrônica é três vezes mais detalhada do que no papel, outro fator para reduzir as fraudes.

(Sérgio Toledo - InvestNews)