Servidores entram em greve

SÃO PAULO, 25 de junho de 2008 - Além dos funcionários do Banco do Brasil e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), outras duas categorias de servidores realizaram manifestações hoje para revindicar melhorias de salários e planos de carreira. Desde a última quinta-feira os servidores da Controladoria Geral da União (CGU) já estavam em greve. Hoje, em assembléia, receberam a adesão dos funcionários da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), que desde de sexta-feira sinalizaram a paralisação. Eles pedem a equiparação de salários aos dos servidores da Receita Federal.

´As liberações de dinheiro pelo Tesouro Nacional, os leilões de títulos públicos e outras atividades, como por exemplo as obras do PAC, sofrerão atrasos, inevitavelmente´, explicou o presidente da União Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacon), Fernando Antunes. A categoria estava apenas paralisada, mas como o governo não alterou a proposta feita anteriormente, os servidores decidiram entrar em greve por tempo indeterminado.

Os servidores da CGU e da STN querem ter o mesmo tratamento dado aos servidores da Receita. ´Não dá para compreender porque o trabalho feito pela STN em áreas tão importantes para o governo e o da CGU, que combate a corrupção, não sejam considerados pelo governo, e que isso se traduza em salários maiores para a Receita e menores para nós´, argumenta Antunes. O piso oferecido pelo governo federal foi de R$ 9, 5 mil para os funcionários da CGU e de R$ 12 mil para os da STN.

Na praça dos Três Poderes, os servidores da Fundação Nacional da Saúde (Funasa) protestaram contra a suspensão do pagamento de Indenização de Campo e pela extensão da Gratificação de Atividades de Combate e Controle de Endemias (Gacen). A gratificação foi criada por medida provisória, em 14 de maio, em substituição à Indenização do Campo. Mas a nova gratificação só atende a duas carreiras, deixando sem o benefício cinco mil trabalhadores desviados de função, que trabalham no campo.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Servidores Públicos do Distrito Federal (Sindsep-DF), Carlos Henrique Ferreira, funcionários reuniram-se hoje com representantes da Casa Civil para negociações. A categoria negocia também com o Ministério do Planejamento e já articulou com parlamentares uma proposta de emenda à MP, para estender a gratificação aos servidores não contemplados. Ele não descarta a possibilidade de uma greve. No dia 5 de julho haverá um Encontro Nacional dos Servidores da Funasa e, se as revindicações não forem atendidas, os trabalhadores podem decidir pela greve, acredita Ferreira.

(Redação - InvestNews)