Economias emergentes tomam dianteira

SÃO PAULO, 24 de junho de 2008 - Os ganhos em exportações de commodities e a alta aceitação internacional de centros financeiros emergentes contribuíram para as taxas de crescimento das economias nesse segmento. O avanço foi impulsionado em grande parte por setores exportadores e forte demanda interna. Em termos de crescimento regional em número de HNWIs (HNWI, na sigla em inglês para High Net Worth Individuals ou PGF, em portugês), a América Latina ficou entre os maiores com um aumento de 12,2%, de acordo com o 12º Relatório Anual sobre a Riqueza Mundial, divulgado hoje pela Merrill Lynch e Capgemini.

"O relatório deste ano comprova mais uma vez que a América Latina experimenta uma das maiores taxas de crescimento em riqueza geral no mundo", disse, em nota, Darcie Burk, chefe global de negócios da área de wealth management da Merrill Lynch na América Latina. "Em conseqüência, a América Latina, e especialmente o Brasil, está vendo uma onda de crescimento em gestão global de riqueza. Nossa estratégia de longo prazo, de buscar construir uma ampla plataforma, abrangendo vários países, nos permite fornecer produtos de gestão de riqueza feitos sob medida para as muitas e variadas necessidades dos clientes residentes nesta região dinâmica e diversificada."

O Brasil teve a terceira maior taxa de crescimento em HNWIs, em 2007, com um aumento de 19,1%, empurrado por uma onda de robusto crescimento em valor de mercado, de 93%, e crescimento real de 5,1% no Produto Interno Bruto (PIB). Os fluxos líquidos de capital privado para a América Latina duplicaram em 2007, contribuindo para o fato de a Bovespa ter alcançado a quarta posição no ranking entre os maiores mercados mundiais para operações de abertura de capital (IPOs), e um ganho de 7,2% em market share. Isso, de acordo com o relatório, deu suporte para o estabelecimento e integração global do sistema financeiro brasileiro.

(Redação - InvestNews)