ONU e Banco Mundial apresentam planos para crise

SÃO PAULO, 4 de junho de 2008 - A ONU e o Banco Mundial (Bird) apresentaram nesta quarta-feira, em Roma, seus planos para conter a crise alimentar mundial e mobilizar urgentemente os fundos necessários e advertiram contra qualquer fracasso de sua ação.

"Não podemos fracassar. É uma luta que não podemos perder, a fome cria instabilidade e temos que reagir unidos e imediatamente", advertiu na reunião de cúpula da FAO o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

A ONU considera que é necessário um esforço financeiro de US$ 15 a US$ 20 bilhões ao ano para combater a escalada dos preços, a maior das últimas três décadas.

Chefes de Estado e de Governo e representantes de 193 países debatem até quinta-feira na sede em Roma da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) um plano de ação contra a fome que afeta países da África, Ásia e América Latina pela escalada do preço dos alimentos.

O presidente do Banco Mundial apresentou um programa de 10 pontos para lutar contra a fome e transformar "os preços elevados dos alimentos numa oportunidade para desenvolver a agricultura mundial".

Os organismos internacionais concordam em considerar como grave ou urgente a atual crise alimentar, que arrasta cerca de 100 milhões de pessoas para um estado de desnutrição.

Como resposta ao pedido urgente das entidades, o Banco Islâmico de Desenvolvimento anunciou a doação de US$ 1,5 bilhão para programas de ajuda alimentar.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) também anunciou que concederá uma ajuda de US$ 1,2 bilhão para adquirir alimentos em 62 países pobres, entre eles Haiti, Somália e Etiópia, afetados pela fome.

(Redação com agências internacionais - InvestNews)