Novo código de barras garante maior segurança

SÃO PAULO, 4 de junho de 2008 - A Associação Brasileira de Automoção está coordenando trabalhos para adoção da nova tecnologia para os sistemas de check-outs varejistas do mundo. Até janeiro de 2010, todos os sistemas deverão estar preparados para identificar itens comerciais codificados com o Databar.

Atualmente, os códigos Padrão GS1 são os mais utilizados para a codificação de produtos com leitura no check-out do varejo. A identificação correta do produto é garantida por uma estrutura denominada GTIN (sigla em inglês para Número Global do Item Comercial). É a partir dele que é gerado o código de barras, permitindo que a empresa identifique um produto individualmente no mundo inteiro, sabendo exatamente qual o tipo, suas variações de cor, peso, tamanho, entre outras informações.

O código Databar funciona de modo semelhante, além de trazer alguns benefícios. Com tamanho bastante reduzido, o Databar poderá ser utilizado em produtos muito pequenos, que hoje não são codificados por falta de espaço. Isso possibilitará às empresas melhor acesso a informações de rastreabilidade, garantindo um gerenciamento mais eficiente.

Setores como o de frutas, legumes e verduras (FLV), cujo espaço para aplciação do código é restrito, serão diretamente beneficiados pela nova tecnologia. Atualmente, os FLV's têm uma administração complicada, justamente pela falta de identificação e de espaço para um código de barras maior. 'O Databar facilitará a automação desse tipo de produto, melhorando a precisão e a velocidade de acesso a informações sobre produção e proveniência dos alimentos', destaca Flávia Ponte Costa, assessora de Soluções de Negócios da GS1 Brasil.

Por isso, a rastreabilidade dos FLV's é fundamental, especialmente com o impacto provocado por incidentes de segurança de alimentos aos consumidores, empresas, grupos que lidam com a mesma mercadoria, governos e comércio. Devido à diversidade das práticas da cadeia de suprimentos de alimentos na esfera internacional, é fundamental que os produtores, embaladores, importadores/exportadores e transportadores trabalhem com seus parceiros da distribuição e do varejo, com o intuito de desenvolver tecnologias e padrões que permitam a identificação dos produtos hortícolas, desde a plantação até o varejista.

Flávia explica, ainda, que o Databar não substituirá os atuais códigos padrão GS1, eles serão complementares. 'Cada código terá uma aplicação específica e a decisão de quando usar um ou o outro ficará a cargo dos usuários', afirma ela.

(Redação - InvestNews)