Subvenções distorcem o mercado, diz diretor

SÃO PAULO, 3 de junho de 2008 - O diretor-geral da Organização Mundial de Comércio (OCM), Pascal Lamy, estimou nesta terça-feira na reunião de cúpula da FAO, que é preciso "atacar o problema das subvenções que, por sua vez, criam distorções" no mercado dando "vantagem injusta" a alguns países.

"As negociações sobre a redução das subvenções agrícolas e dos direitos alfandegários como parte do ciclo de Doha podem fazer parte das respostas à crise" mundial de alimentos, estimou Lamy.

Defendendo uma "concorrência mais leal", ele estimou também que é preciso aumentar "a capacidade de produção" dos países pobres.

Na abertura da cúpula da FAO, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, na manhã desta terça-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, denunciou as "políticas alimentares que empobrecem os vizinhos" e fez um apelo aos países membros da Organização Mundial de Comércio (OMC) que encontrarem rapidamente um acordo para a liberalização do comércio agrícola.

No relatório anual sobre políticas agrícolas dos países membros, a OCDE avaliou em outubro passado em ? 214 bilhões o montante total das subvenções dadas a seus agricultores por 36 países membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos.

(Redação com agências internacionais - InvestNews)