Meio ambiente é desafio para expansão da siderurgia, dizem industriais

Débora Motta, JB Online

RIO - A legislação ambiental brasileira para a indústria siderúrgica está entre os maiores desafios para o crescimento do setor, de acordo com os empresários que participaram na manhã desta terça-feira do Encontro Nacional de Siderurgia, em Copacabana, Zona Sul do Rio.

- As exigências ambientais exacerbadas retardam a execução de novos projetos disse o presidente do Instituo Brasileiro de Siderurgia (IBS), Rinaldo Campos Soares.

O diretor da Unidade de Negócio Aço da Votorantim Metais, Paulo Musetti, engrossou o coro, criticando a legislação para o meio ambiente.

- O Brasil é um caso único de exacerbação excessiva. Os órgãos ambientalistas têm que respeitar também as empresas que operam dentro da legislação ambiental afirmou, destacando a morosidade do processo.

Para o presidente da CSN, Isaac Popoutchi, existem problemas nas aprovações ambientais:

- Os processos são difíceis e dolorosos. Apesar da indústria atender aos parâmetros de emissão de resíduos, há prazos muito extensos.

O presidente da ArcelorMittal Brasil, José Armando Campos, ressaltou que as exigências ambientais exarcebadas devem retardar investimentos no setor:

- As empresas têm desenvolvido um trabalho de sustentabilidade, inclusive adotando selos para certificar a origem do carvão utilizado. Temos na legislação ambiental muitas leis, mas a questão é o cumprimento delas na prática de forma eficaz.

Porém, os industriais que participaram do debate não souberam responder qual seria a quantidade de carbono emitida pela produção siderúrgica do país.

O diretor-presidente da VALE, Roger Agneli, assinalou que as leis ambientais devem ser mais exatas.

- O desenvolvimento sustentável já faz parte da estratégia das grandes empresas. A questão é como se fazer respeitar a lei e promover o desenvolvimento com velocidade, respeitando o meio ambiente. As leis devem ser mais claras, de modo que possam ser cumpridas.