Gabrielli: País não pode ser parasita das reservas de petróleo

Portal Terra

BRASÍLIA - O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou nesta terça-feira que o Brasil não pode funcionar como um 'parasita' das recentes descobertas de grandes campos de petróleo quando da definição de investimentos. De acordo com o executivo, apesar de haver o 'risco' de isso ocorrer, a economia brasileira é diversificada o suficiente para evitar a ameaça.

- A história do petróleo tem essa sina de ficar dependendo grandemente da receita de outro produto e ficar criando um parasitismo. Esse risco existe, mas temos algumas condições que inibem esse processo - disse Gabrielli ao participar de audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

De acordo com ele, o Brasil tem economia diversificada, e o petróleo não é a principal fonte de renda do país, representando apenas cerca de 12% da receita tributária brasileira. Em outras nações exportadoras, por exemplo, o binômio petróleo-fonte de renda chega a até 80%.

- O mais importante é que (o petróleo) não tem (tamanho) papel na geração de renda e PIB e não é a principal fonte de receita do país - concluiu.