Mês inicia com atenção voltada para Copom

SÃO PAULO, 2 de junho de 2008 - As atenções no mercado financeiro iniciam o mês voltadas para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) que definirá na quarta-feira o rumo da taxa Selic, fixada em 11,75% ao ano. As apostas entre analistas e economistas seguem divididas entre alta de 0,50 e 0,75 ponto percentual.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) as projeções de juros embutidas nos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DI) precifam aumento de até 0,75 ponto. O DI de julho deste ano era o mais negociado no momento com 154 mil contatos fechados. Este papel apontava taxa anual de 12,06%, ante 12,04% do ajuste anterior. O DI de janeiro de 2010 registrava taxa anual de 14,25%, ante 14,18% do ajuste de sexta-feira.

Os agentes financeiros monitoram nesta manhã os dados do boletim Focus que elevou novamente a estimativa para a inflação oficial deste ano. A projeção é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registre em 2008 acréscimo de 5,48% e não de 5,24% estimados na semana passada. A estimativa para o indicador em 12 meses avançou de 4,73% para 4,79%, enquanto a expectativa para o IPCA em 2009 saltou de 4,5% para 4,6%.

O documento mostrou também que o mercado financeiro aumentou suas apostas de que a taxa de juro básico (Selic) deve alcançar 13,75% ao final deste ano. Na semana passada a expectativa era de que a Selic chegasse a 13,5%.

Logo cedo foi informado que o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou elevação de 0,87% em 31 de maio, acima da expectativa do mercado. O vilão, de novo, foi o grupo alimentação com alta expressiva de 2,33%.

No front externo, a aversão ao risco voltou a preocupar, com o alerta da Bradford & Bingley (B&B) a décima maior firma de hipotecas do Reino Unido, de poder captar menos recursos que o planejado com a venda de ações. Decorrente das preocupações com a economia norte-americana o volume de negócios fica reduzido na BM&F, o que também reflete em alta dos juros futuros de médio e longo prazo.

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)