Cuba e Brasil reforçam laços políticos e econômicos

SÃO PAULO, 2 de junho de 2008 - A visita do chanceler brasileiro Celso Amorim a Cuba, concluída no último sábado, teve como escopo a redução da brecha comercial entre os países e o aumento dos investimentos em áreas como petróleo, mineração e turismo. Amorim declarou que o Brasil pretende ser o "sócio número um" do país caribenho.

Os trabalhos foram conduzidos para viabilizar os 10 acordos assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua visita ao país em janeiro, que posicionarão o Brasil como décimo sócio comercial de Cuba no mundo e segundo na América Latina, atrás da Venezuela.

Entre os acordos assinados por Lula no início do ano, destacam-se os relacionados a exploração de petróleo, fabricação de lubrificantes, créditos para importar alimentos e modernização de uma usina de níquel em Moa (leste), e também investimentos no cultivo de soja e em piscicultura.

Raúl de la Nuez, ministro do Comércio Exterior de Cuba, afirmou que o comércio entre os países continua crescendo, registrando mais de US$ 450 milhões em 2007 e crescimento de 58% no primeiro quadrimestre 2008. Em 2006, quando o comércio foi de US$ 453 milhões, as vendas de Cuba representaram aproximadamente US$ 25 milhões.

De acordo com o ministro, os resultados são decorrentes de "maiores importações de alimentos, maquinaria agrícola e equipamentos de transporte" por parte de Cuba. Raúl de la Nuez também afirmou que o momento atual representa o início de "um crescimento das exportações cubanas para o Brasil", em especial nas áreas farmacêutica e biotécnológica.

"Temos esperança de que as exportações de serviços de Cuba aumentem, especificamente de serviços turísticos", disse o ministro cubano, que também espera que o país caribenho amplie o leque de minerais vendidos ao Brasil, além da zeólita.

Amorim também assinou um acordo de colaboração para o cultivo de soja em Cuba, e as instituições bancárias dos dois países fixaram os termos dos créditos concedidos pelo Brasil. Segundo o ministro, os novos créditos - US$ 150 milhões, em um primeiro momento - podem chegar a "US$ 600 milhões em vários anos".

Fontes ligadas às negociações declararam que foram registrados avanços para que o Brasil se incorpore à busca de petróleo em águas cubanas do Golfo do México.

As informações são da AFP.

(Redação com agências internacionais - InvestNews)