Comércio de carros só será livre em 2013

SÃO PAULO, 2 de junho de 2008 - O comércio de automóveis entre o Brasil e a Argentina só será inteiramente livre a partir de 1º de julho de 2013. Em reunião na última sexta-feira (30), em Buenos Aires, os dois países renovaram por mais cinco anos o acordo automotivo que define limites para importações sem imposto.

As regras visam equilibrar o comércio de automóveis entre as duas regiões, impedindo uma enxurrada de carros brasileiros no mercado argentino até que o país vizinho tenha condições de competir.

As novas regras estabelecem que para cada US$ 100 que o Brasil vender para a Argentina, o país vizinho poderá vender US$ 250 para o Brasil, sem imposto de importação.

Pelo acordo atual, que expira em 30 de junho, para cada US$ 100 exportados, pode-se importar até US$ 195. Sob tais regras, em 2007 o Brasil exportou para a Argentina US$ 695,56 milhões em veículos e importou US$ 679,57 milhões.

De janeiro a abril deste ano, os embarques de automóveis para o parceiro do Mercosul somaram US$ 285,51 milhões, contra US$ 186 milhões no mesmo período do ano passado. Já as compras feitas na Argentina totalizaram US$ 218,26 milhões, contra US$ 167,98 milhões registrados no primeiro quadrimestre de 2006. A proporção deve mudar a partir da vigência dos novos índices.

O novo acordo automotivo - que ainda depende de aprovação dos governos brasileiro e argentino - prevê a extensão das regras bilaterais, no curto prazo, para o Paraguai e o Uruguai, estabelecendo um regime automotivo do Mercosul. O Brasil já tem acordo semelhante com o Uruguai.

Caberá ao Comitê Automotivo Brasil-Argentina monitorar o novo acordo em reuniões trimestrais. Também será responsabilidade do comitê, coordenado pelos vice-ministros de indústria dos dois países, propor eventuais medidas necessárias ao cumprimento do acordo.

O Acordo sobre a Política Automotiva Comum foi firmado pelo Brasil e pela Argentina em 2002. Previa o comércio administrado com abertura gradual e estabelecia a data de 1º de janeiro de 2005 para o livre comércio de veículos. A prorrogação foi solicitada pela Argentina. Desde então, as trocas comerciais vinham sendo reguladas por acordos provisórios.

As informações são da Agência Brasil.

(Redação - InvestNews)