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Ministro lança novas imagens para embalagens de cigarros

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SÃO PAULO, 27 de maio de 2008 - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, lançou nesta terça-feira as novas imagens de advertência sanitárias das embalagens dos produtos de tabaco. Pela primeira vez, as fotos e mensagens foram produzidas e selecionadas com base em um estudo sobre o grau de aversão que as ilustrações alcançam.

´As imagens são fortes. Elas radicalizam a linha que vinha sendo adotada pelo Ministério da Saúde, mas foram construídos por um conjunto de evidências. Há toda uma avaliação para fortalecer essa estratégia´, afirmou Temporão. As fotos estão disponíveis no portal do ministério (www.saude.gov.br).

O estudo foi desenvolvido, de 2006 a 2008, pelo INCA (Instituto Nacional do Câncer) em parceria com os Laboratórios de Neurobiologia da Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ) e de Neurofisiologia do Comportamento da Universidade Federal Fluminense (UFF), o Departamento de Artes & Design da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A pesquisa mediu a reação emocional de 212 jovens entre 18 e 24 anos, fumantes e não fumantes, de três faixas de escolaridade (ensino fundamental, médio e superior), divididos igualmente em homens e mulheres. Em julgamento, as características emocionais das imagens sem referência a sua função de advertência sanitária. As novas imagens foram consideradas mais aversivas, em comparação com as anteriores, aumentando o potencial de gerar uma atitude de afastamento do produto.

Com base nesse estudo, os pesquisadores selecionaram dez temas de advertência capazes de provocar reação de repulsa nos jovens: substâncias tóxicas, letalidade do câncer do pulmão, malefícios para o feto, envelhecimento precoce, fumo passivo, doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral, mutilação, dependência e impotência. Os pesquisadores não incluíram imagens que funcionam como gatilhos para fazer o fumante ter vontade de fumar, como pessoas fumando, cinzeiros, isqueiros, cigarros acesos e embalagens do produto.

´As imagens têm o objetivo de provocar repulsa pela utilização de um produto que pode causar aquele tipo de lesão que está sendo demonstrada´, afirmou Luiz Antônio Santini, diretor-geral do Inca.

Entre as novas ilustrações, uma vítima deste produto mostra um bebê morto dentro de um cinzeiro; em Infarto, uma cirurgia cardíaca deixa entrever um coração cheio de restos de cigarro; em Morte, o cadáver de um tabagista jaz numa mesa de necrotério; em Gangrena, um pé aparece mutilado pela doença; em Horror, uma mulher descobre a ação do tabagismo na aparência; e em Sofrimento, mãe e filho assistem ao marido e pai morrendo em uma cama de hospital.

(Redação - InvestNews)