FIDC ganha espaço como alternativa de crédito

SÃO PAULO, 19 de maio de 2008 - O Fundo de Investimento em Direito Creditório (FIDC) é um instrumento de captação de recursos no mercado de capitais, principalmente para empresas que têm alto comprometimento de dívidas bancárias em seu balanço, mas com grande capacidade de geração de recebíveis. Esta alternativa foi instituída pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) desde 2001 e, pouco a pouco, vem ganhando espaço entre empresários e investidores nacionais. ´Há dois lados para ser olhado: o das empresas e o dos investidores. Para as empresas, é uma alternativa de financiamento de longo prazo, um capital mais barato que o empréstimo e com prazo mais longo. No caso dos investidores, é um rendimento levemente superior às alternativas de renda fixa, só que com um risco bem baixo´, analisa Keyler Carvalho, vice-presidente do Conselho de Administração do IBEF (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças).

Através do FIDC, as empresas podem captar os recursos e amortizar suas dívidas deixando o balanço muito melhor, pois efetuará uma diminuição de seu passivo bancário, através da diminuição do ativo de curto prazo, ou seja, cedendo seus recebíveis. Para tanto, são comumente utilizadas cotas sênior e cotas subordinadas. ´A cota subordinada é aquela que vai fazer com que a empresa se responsabilize pela inadimplência. Vale lembrar que, este risco não é da empresa não pagar suas contas, mas sim, de ela não receber o que tem para entrar no caixa vindo de terceiros´, indica o vice-presidente.

É também um instrumento que permite economias fiscais, pois as cessões ao FIDC não pagam nenhum tipo de imposto, diferentemente dos empréstimos bancários. ´É uma forma barata de fazer dinheiro, mas que deve ser posta em prática em conjunto com as outras alternativas existentes no mercado, sempre analisando a melhor opção. Por exemplo, para as empresas, como energia elétrica ou qualquer outra que gere muitos recebíveis, o FIDC é uma opção melhor do que descontar duplicadas com taxa de 13% ao ano´, comenta Carvalho.

(Angela Ferreira - InvestNews)

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