Exportações de couro caem 26% até abril

SÃO PAULO, 19 de maio de 2008 - As exportações brasileiras de couros reduziram 26% em volume no acumulado do primeiro quadrimestre ante o mesmo período de 2007 e 25% em relação a abril passado, apurando receita de US$ 183 milhões no quarto mês deste ano, segundo dados elaborados pelo Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), com base no balanço da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A se levar em conta somente couros bovinos, as vendas externas decresceram 3% em valor e 25% em volume de peças de janeiro a abril deste ano.

Uma das questões que preocupa a indústria curtidora neste cenário é a redução do abate de bovinos, estimado entre 5% e 10% em relação a 2007, cuja expectativa da queda de oferta já provoca uma alta das cotações do couro verde, matéria-prima estratégica, pressionando os custos de produção do setor.

´Outro problema significativo é o real valorizado, que eleva o preço do couro brasileiro nas negociações internacionais, reduzindo a sua competitividade e o ganho do setor curtidor´, afirma o presidente do CICB, Luiz Bittencourt. A redução nos abates de bovinos e a apreciação cambial reduziram a expectativa de exportação de couros para 2008, limitando em US$ 2 bilhões a geração de divisas.

Para amenizar tais obstáculos, o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) vem pleiteando junto ao governo, em caráter emergencial, a imediata redução a zero nas tarifas de importação de couros salgados e wet blue.

Segundo a entidade, trata-se de uma alternativa para minimizar o impacto negativo da atual conjuntura, evitando a ociosidade do setor e, consequentemente, um indesejado processo de desemprego.

No mês de abril, os principais destinos do couro brasileiro foram a Itália, com uma participação de 28,85% e decréscimo de 7% ante o mesmo período do ano passado, China (19,17% de participação e queda de 18%), Estados Unidos (10,68% e crescimento de 5%) e Hong Kong, com participação de 9% e redução de 18% em relação ao quadrimestre anterior.

Já o Vietnã teve 5,36% de participação e aumentou suas compras em 109%, enquanto os demais destinos do produto nacional foram a Indonésia, Alemanha, Japão, Noruega, México e Países Baixos.

(Redação - InvestNews)

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