Embora mais curta, semana promete ser agitada

SÃO PAULO, 19 de maio de 2008 - Embora mais curta, devido ao feriado de Corpus Christi na quinta-feira, a semana deve ser agitada, por concentrar importantes divulgações. Destaque para a minuta da última reunião do Federal Reserve (Fed, BC dos Estados Unidos). Isto porque, no comunicado emitido após aquela reunião, o Fed removeu a menção referente aos riscos de maior desaceleração do crescimento econômico, dando uma clara sinalização de que pretende dar por encerrado o ciclo de flexibilização monetária.

A Corretora Concórdia destaca em relatório que para o Fed, a substancial redução realizada na taxa básica de juros até então, de 3,25 pontos, desde setembro de 2007, combinada com as medidas de fortalecimento da liquidez, deverão ajudar a promover o crescimento econômico moderado ao longo do tempo nos EUA. "Por conta disso e da maior pressão da inflação global, o mercado futuro de Fed funds vem aumentando a probabilidade de que o próximo movimento na taxa básica de juros nos EUA seja de alta e não de baixa", frisa o documento.

Além da ata, esquenta a agenda os números de inflação no Brasil (IPC-Fipe e IGP-M) e os dados de moradias nos Estados Unidos. Somado a isso, a expectativa de que a agência de classificação de risco Fitch seguirá os passos da Standard & Poor´s (S&P) e também elevará o rating do Brasil ao grau de investimento continua presente nesta semana.

Instantes atrás, o dólar comercial estabilizava-se cotado a R$ 1,641 na compra e R$ 1,642 na venda.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)

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