Ações da Rossi ainda repercutem balanço

SÃO PAULO, 19 de maio de 2008 - As ações ordinárias da Rossi Residencial lideram as perdas da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta segunda-feira, ainda refletindo os resultados referentes ao primeiro trimestre deste ano. Após recuarem 14,9% na última sexta-feira (16), os papéis ordinários caem 7,06% nesta sessão.

'O atraso nos lançamentos de dois grandes empreendimentos - um no Rio e outro em São Paulo - não foi o grande problema. Os principais pontos que afetam a movimentação dos papéis são aumento de custos e despesas administrativas', afirma Antonio Emilio Ruiz, analista de investimentos do Banco do Brasil Banco de Investimentos (BBBI).

Vale ressaltar que a Rossi passou a adotar, a partir do primeiro trimestre de 2008, melhores práticas contábeis em conformidade com as normas internacionais. 'Esse fato gerou um grande impacto nos resultados e uma diferença nas nossas projeções'.

Segundo Ruiz, na contabilização dos custos, a mudança foi bastante significativa. Os encargos financeiros decorrentes de financiamento à produção e às debêntures passam a ser apropriados na rubrica 'custo dos imóveis vendidos'. A margem bruta reduziu 6,8 p.p., pressionada também pelos custos de algumas obras que estão em execução.

Já as despesas administrativas aumentaram de 7,4% para 12% em relação às receitas líquidas no período analisado. As despesas comerciais passam a compreender os gastos com publicidade e propaganda, antes diferidos e reconhecidos em função do andamento das obras.

Em função dos atrasos, o Valor Geral de Vendas (VGV) da Rossi lançado no primeiro trimestre deste ano foi R$ 178 milhões, valor 59% inferior ao apresentado no mesmo período do ano passado. 'Em função do adiamento de dois lançamentos, os números de vendas e lançamentos no segundo semestre deste ano serão positivos já que a empresa informou que 40% dos lançamentos de 2008 serão feitos no primeiro semestre', ressalta Ruiz.

'Estamos colocando o preço da empresa em revisão para adequarmos o modelo às novas formas de divulgar as informações, além da atualização dos cenários e das premissas de avaliação', afirmou o analista de investimentos do BBBI.

(Vanessa Correia - InvestNews)

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