Lucro da Nokia atinge 1,22 bilhão de euros no primeiro trimestre

Agência EFE

HELSINQUE - O lucro líquido da Nokia, líder mundial de telefonia celular, ficou em 1,22 bilhão de euros (US$ 1,94 bilhão) no primeiro trimestre do ano, valor 25% superior ao do mesmo período do ano passado.

As vendas líquidas da gigante finlandesa totalizaram 12,6 bilhões de euros (US$ 20,15 bilhões), o que representou um aumento de 28%.

O lucro por ação também aumentou, atingindo os 0,32 de euro por título, 0,07 de euro a mais que no primeiro trimestre de 2007.

A companhia finlandesa registrou além disso um aumento de 20% em seu lucro operacional, que ficou em 1,531 bilhão de euro (US$ 2,437 bilhões).

Entre janeiro e março, a Nokia vendeu 115,5 milhões de telefones celulares no mundo todo, uma alta de 27% na mesma base de comparação, sendo responsável por 39% de participação do mercado, três pontos percentuais acima da participação anterior.

O aumento das vendas foi especialmente significativo na América Latina, com um crescimento de 63%, assim como na Ásia e África, enquanto na América do Norte as vendas caíram 45,8%.

O presidente da companhia, Olli-Pekka Kallasvuo, ressaltou em comunicado o aumento da rentabilidade e da participação de mercado, com o qual o grupo finlandês comprova sua liderança mundial no mercado das telecomunicações.

- A Nokia teve uma grande rentabilidade no primeiro trimestre, com aumentos tanto do lucro operacional como do lucro por ação - assinalou Kallasvuo.

- O mercado global de terminais cresceu segundo o esperado, o aumento da demanda nos mercados emergentes, onde nossa posição é muito sólida - acrescentou.

Para o segundo trimestre de 2008, a Nokia prevê um ligeiro crescimento do mercado mundial de celulares, no qual espera aumentar seu atual participação.

Para o acumulado do ano, a companhia prevê uma alta de 10% do volume mundial de telefones celulares vendidos frente aos 1,140 bilhão de 2007.

No entanto, a companhia considera que os aparelhos perderão valor em euros em relação ao ano anterior devido ao esfriamento da economia mundial e à valorização da moeda européia em relação ao dólar.