Endividamento tem discreto aumento em SP

SÃO PAULO, 17 de abril de 2008 - Apesar de registrar discreta alta em abril, o cenário de endividamento do consunmidor paulsitano ainda permanece positivo, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio). Neste mês, o índice de endividamento subiu para 49%, ante março (48%). Em relação ao mesmo período de 2007, o indicador atingiu 62%, uma queda de 13 pontos percentuais. Já no que se refere ao nível de inadimplência - consumidores com contas em atraso - o índice ficou em 34%, baixa de um ponto percentual em relação ao mês anterior. A PEIC é apurada mensalmente pela Fecomercio junto a cerca de 1.360 consumidores no município de São Paulo.

Segundo a pesquisa, há mais paulistanos com dívidas na faixa de rendimentos de três a dez salários mínimos (57%). Já entre os consumidores que ganham de até três salários a porcentagem de endividados é de 54%, enquanto os que ganham acima de dez salários mínimos, o índice é de 37%.

A PEIC também mostra que 46% das pessoas com renda até três salários mínimos estão inadimplentes, contra 32% dos que ganham de três a dez salários mínimos, e 26% entre os que possuem renda acima deste patamar.

Na análise do comprometimento da renda para o pagamento de dívidas, em abril o índice apresentou alta de um ponto percentual, ficando em 32%. A pesquisa mostra ainda que 72% dos consumidores pesquisados declararam a intenção de pagar total ou parcialmente suas dívidas em atraso, contra 71% em março. Na segmentação por renda, observa-se que a intenção de pagamento é maior entre consumidores com rendimentos de acima de 10 salários mínimos (84%), seguido por aqueles que ganham de 3 a 10 salários (77%) e pelos que recebem até 3 salários mínimos (61%).

Com relação ao prazo médio de comprometimento da renda, a maior incidência é no período de 3 meses a 1 ano (41%). O restante divide-se entre os períodos de até 3 meses (28%) e mais de 1 ano (30%).

(Redação - InvestNews)