Depoimento de Bernanke concentra atenções

SÃO PAULO, 2 de abril de 2008 - O mercado financeiro pára, para ouvir as palavras de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos), no Comitê Econômico Conjunto do Congresso sobre as perspectivas para a economia norte-americana. O discurso ganhou ainda mais importância depois que o Tesouro deu maiores poderes ao Fed como regulador do mercado.

Bernanke vem ao público às 10h30, um dia depois dos investidores comemorarem o aporte de capital do Lehman Brothers e UBS, mas sem abandonar o receio de que mais bancos possam ter problemas com a crise. A crise no mercado de crédito de imóveis norte-americano, desencadeada em meados do ano passado, já afetou resultados de bancos em todo o mundo, como: Bear Stearns, Merrill Lynch, Citigroup, JP Morgan e o BNP Paribas, o maior banco francês.

Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK corretora avalia em relatório que os mercados mundiais devem seguir com forte instabilidade, reagindo às notícias pontuais ao longo dos próximos meses, que pode se intensificar em alguns momentos e se amenizar em outros. Hoje, o discurso dará rumo aos negócios. "Se o depoimento tiver um tom muito duro e pessimista, sinalizando um cenário de recessão nos EUA e conseqüentemente a necessidade de cortes maiores nos juros do país tudo pode piorar", disse.

Instantes atrás, o dólar comercial perdia 0,52%, cotado a R$ 1,734 na compra e R$ 1,736 na venda.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)