Comperj não existiria sem estatal, diz Lobão

SÃO PAULO, 2 de abril de 2008 - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que o início das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) só está sendo realizado porque a Petrobras não foi privatizada. Lobão destacou que o Comperj processará cerca de 8% de todo o petróleo produzido no País e vai gerar 200 mil empregos diretos e indiretos, o que corresponde a quase toda a população de Itaboraí (RJ), onde está instalado.

'E tudo isto é possível graças ao fato de a Petrobras não ter sido privatizada. Ao longo do tempo houve quem desejasse ver a Petrobras entregue totalmente ao capital externo. Houve resistência e ela continuou em mãos dos brasileiros. Se ela não pertencesse ao Estado brasileiro, se ela não pertencesse ao povo, dificilmente esta obra estaria sendo iniciada. Em pouco tempo não haverá, em toda esta região do estado do Rio de Janeiro, um só brasileiro desempregado', previu.

O ministro afirmou que o governo deseja a Petrobras fortalecida, operando em parceria com a iniciativa privada, 'mas estando ela mesma no comando da operação, para que possamos ter obras dessa grandeza'. Lobão também ressaltou que com o complexo petroquímico o País economizará cerca de US$ 2 bilhões por ano e passará da condição de importador de insumos petroquímicos para a de fornecedor dos derivados ao mercado externo.

'Estimulada de fato nos anos 70, a petroquímica foi paralisada e somente agora é retomada, em benefício de todos os brasileiros. Nós hoje somos importadores de produtos petroquímicos e, dentro de poucos anos, seremos auto-suficientes e passaremos a exportadores, com uma economia de cerca de US$ 2 bilhões por ano apenas com o Pólo', afirmou.

As informações são da Agência Brasil.

(Redação - InvestNews)