Febraban descarta que haja formação de cartel

SÃO PAULO, 1 de abril de 2008 - A formação de cartel para cobrança das novas tarifas de serviços bancários, que começarão a vigorar a partir de 30 de abril, foi negada hoje pelo diretor-geral da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Wilson Levorato. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e o Procon de São Paulo haviam verificado alinhamento nos preços informados.

"O movimento foi muito forte de redução de custos. Vários bancos fizeram reduções de 15% e 20%. Aqueles que estavam com preços um pouco acima, até para estimular a competição, acabaram reduzindo as suas tarifas", disse Levorato. "Por outro lado, alguns bancos chegaram a aumentar [as tarifas] de uma forma significativa. Mas isso é um movimento normal: alguns aumentam e outros abaixam", admitiu.

Ainda, segundo o diretor-geral da Febraban, os preços variaram, em média de 3% a 5%, abaixo da inflação de 5,4% registrada no último mês. Levorato disse que os mais uniformes ocorrem com serviços terceirizados e disse que os extratos mensais chegaram a variar 500%, e os talões de cheque 300%.

(Redação - InvestNews)