Atividade nos EUA e balança doméstica norteiam negócios

SÃO PAULO, 1 de abril de 2008 - O mês de abril deve ter novos episódios de volatilidade, com os investidores atentos aos desdobramentos da crise global de crédito e a possibilidade de recessão nos EUA e seus impactos nas demais economias. E os dados de atividade americana que serão divulgados daqui a pouco podem ajudar o mercado a traçar uma rota para a maior economia mundial.

A Concórdia corretora prevê que o índice de atividade industrial do Instituto para Gestão de Oferta deve continuar apontando retração, com o ISM de março abaixo de 50 pontos (a média das previsões é de 47,5 pontos). O mesmo se espera para os gastos com construção em fevereiro, com previsão de queda de 1% no mês. "Se os números vieram mais fracos devem mexer com os nervos do mercado, trazendo à tona o medo da recessão", comentou um operador.

Outra variável que deve influir no câmbio é o resultado da balança comercial. O saldo deve confirmar a desaceleração do superávit, com o aquecimento da demanda doméstica, que provoca mais importações, e com a valorização do real, que desestimula as exportações. A mediana das previsões aponta superávit de US$ 830 milhões. O economista-chefe da Uptrade consultoria, Jason Vieira, projeta saldo de US$ 710 milhões - volume 70% inferior ao resultado de 2007. A Concórdia também não descarta saldo abaixo de US$ 1 bilhão.

Instantes atrás, o dólar comercial mantinha-se estável, cotado a R$ 1,751 na compra e R$ 1,753 na venda.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)