Cautela marca negócios em dia de briga por Ptax

SÃO PAULO, 31 de março de 2008 - Em tempos de incertezas, a cautela e a volatilidade continuam presentes no mercado financeiro mundial e deve ser reforçada, nesta semana, pela agenda norte-americana. Embora a pauta esteja restrita nesta segunda, o calendário dos próximos dias está repleto de indicadores sobre atividade nos EUA, ameaçado por uma eventual recessão.

Miriam Tavares, gerente da AGK corretora de câmbio, destaca em seu relatório que os dados de atividade, como o ISM da indústria, o ISM do setor de serviços e o relatório de emprego, devem trazer resultados negativos, confirmando a avaliação de que a economia realmente está caminhando para a recessão. Além disso, os investidores temem mais perdas contábeis assumidas pelos bancos.

Atenções também no discurso de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, no Congresso (quarta-feira) e no relatório de emprego (sexta-feira). A fala pode trazer algum sinal de novas injeções de recursos para evitar riscos sistêmicos. Por enquanto, é consenso entre os analistas de que o Federal Reserve cortará, em ao menos 0,25 ponto percentual, sua taxa básica de juros, fixada em 2,25% ao ano.

Nesta manhã foi divulgado que o índice de atividade industrial dos gerentes de compra de Chicago subiu de 44,5 pontos para 48,2 pontos, ficando acima do esperado em março. Analistas consideram que o dado pode servir de parâmetro para o ISM (índice de atividade nacional), amanhã.

O mercado também acompanhou o anúncio do secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, de iniciar um plano para reformar a regulação financeira dos EUA e dar mais poder ao Fed para vigiar as contas das empresas de Wall Street.

Aqui, a disputa pela formação da Ptax adiciona volatilidade aos negócios. No fim da manhã, o dólar ficou estável, vendido a R$ 1,745.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)