Saída de recursos contamina dólar, que opera em alta

REUTERS

SÃO PAULO - O fluxo negativo continuava a impor pressão sobre o dólar nesta sexta-feira, mas a relativa tranquilidade dos mercados internacionais ajudava a amenizar a alta da moeda norte-americana.

Às 10h53, o dólar era cotado a R$ 1,748, com alta de 0,63%. Na véspera, a retirada de recursos do País fez o dólar subir 0,58%.

- Ontem a gente viu muitas saídas no mercado. Algumas empresas mandando dinheiro, algumas saídas com relação a importação, pagamento de dividendos - disse Gerson de Nobrega, gerente da tesouraria do Banco Alfa de Investimento.

Ele, porém, ainda não via operações específicas nesta sexta-feira.

- Aparentemente é um movimento isolado - complementou Jorge Knauer, gerente de câmbio do Banco Prosper, no Rio de Janeiro.

Segundo Nobrega, o mercado ainda monitora o cenário internacional.

- Com relação às preocupações com a economia americana, qualquer notícia pode impactar no curto prazo e causar uma alta no dólar - acrescentou.

Mas o humor externo era benigno no começo do dia. As bolsas de valores em Nova York abriram em alta, otimistas com a ausência de surpresas negativas nos dados de inflação divulgados mais cedo.

Nobrega lembrou que o mercado começa a sentir a volatilidade típica de final de mês, quando os agentes disputam a formação da Ptax (taxa média do dólar) usada na liquidação de contratos futuros.