PE quer investir na cadeia do leite e derivados

SÃO PAULO, 28 de março de 2008 - O Governo de Pernambuco abraçou o projeto da TecnoLáctea & Sorvetes 2008, pois o setor de leite, derivados e sorvetes é fundamental para o desenvolvimento do Interior do Estado e gera muitos empregos. Este foi o recado que Thiago ngelus, coordenador da área de Laticínios da AD Diper, Agência de Desenvolvimento Econômico do Governo de Pernambuco, levou aos participantes do café da manhã organizado pela Brazil Trade Shows Partners (BTSP) ontem (27), para o lançamento da 5ª Feira Internacional de Tecnologia para as Indústrias de Leite, Derivados e Sorvetes, que será realizada entre os dias 6 e 9 de maio próximo, no Centro de Convenções de Pernambuco, na Grande Recife.

Além de reafirmar o compromisso do governo pernambucano com a realização da TecnoLáctea & Sorvetes 2008, o representante da AD Diper - instituição encarregada pelo governador Eduardo Campos de coordenar as ações referentes ao evento e aos novos investimentos que serão feitos na área - destacou também a vocação regional para a produção leiteira e as muitas oportunidades de negócio existentes nesse campo.

De acordo com Moshe Dayan Fernandes, da área de Leite e Derivados do Sebrae-PE, a previsão dos especialistas é que, dentro de 20 anos, o Nordeste será a grande fronteira da cadeia leiteira do Brasil. 'Quem produzir no Nordeste vai ter um diferencial muito importante em termos de custos, sabores tropicais e economia de transporte, especialmente na exportação, pois o Porto de Suape está 2 mil quilômetros mais perto dos principais mercados consumidores do mundo, em relação aos portos do Sudeste', disse.

Ele informou ainda que Pernambuco produz hoje mais de 400 milhões de litros de leite por ano, com excelente produtividade. 'Isso, aliás, é característica de todo o Nordeste, pois Alagoas, por exemplo, tem produção ainda maior e uma produtividade próxima à do Paraná', contou Moshe Dayan. Segundo ele, além do interesse do Governo de Pernambuco em investir no setor, há outros fatores que contribuem para tornar o mercado interessante para os investimentos privados. 'Temos muitos projetos já aprovados ou em fase de instalação na região. Por exemplo, podemos citar a nova planta da Perdigão em Bom Conselho, a da Cemil em Caruaru, a do Grupo Betânia (que deve instalar laticínio para processar 100 mil litros/dia em Pedra) e da Frango Nato (que pretende processar 200 mil litros/dia em Garanhuns)', concluiu.

(Redação - InvestNews)