PCE e briga por Ptax ditam rumo dos negócios

SÃO PAULO, 28 de março de 2008 - A semana chega ao fim com a divulgação do PCE, índice de preços relacionados aos gastos com consumo e medida preferida do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) na tomada de decisão de política monetária. Após o Fed se referir com mais ênfase aos riscos inflacionários no comunicado da última reunião, que cortou o juro americano em proporção menor 0,75 ponto percentual, menos do que o esperado (1%), os índices de preços voltaram a ter extrema importância em Wall Street.

O indicador, divulgado junto com o relatório de consumo e renda do trabalhador norte-americano, subiu 0,1% em fevereiro, em linha com as expectativas. O dado traz alento aos negócios, após o fraco crescimento de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) não gerar surpresas. No mês passado, a renda cresceu 0,5% e os gastos 0,1%. Prognósticos do Goldman Sachs indicam que a economia global deve atingir o fundo do poço no primeiro semestre, para só então iniciar um movimento de recuperação.

Em tempos de crise, a agenda americana reserva outro item de risco, o índice de Confiança do Consumidor da Universidade de Michigan, às 11 horas. A estimativa é de que tenha recuado para 69,5 pontos em março.

Somado a tudo isso, a disputa pela formação da Ptax (média oficial do dólar) deixa o câmbio mais vulnerável aos interesses dos agentes posicionados na BM&F, com a aproximação do vencimento futuro de 1º de abril, adicionando volatilidade aos negócios.

Momentos atrás, o dólar subiu 0,46%, vendido a R$ 1,744, depois de abrir com modesta alta de 0,17%, a R$ 1,739.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)