Fluxo negativo impõe pressão e dólar sobe

SÃO PAULO, 28 de março de 2008 - Apesar do clima positivo nos mercados internacionais, os investidores em câmbio seguem pautando suas posições com cautela. Deslocando-se do ambiente externo, o dólar operou em alta desde a abertura dos negócios, pressionado pelo fluxo negativo.

Após oscilar entre a mínima de R$ 1,739 e a máxima de R$ 1,750, a moeda norte-americana subiu 0,35% no fim da manhã, a R$ 1,742 na venda. A movimentação das tesourarias, se antecipando ao vencimento dos contratos de dólar futuro na BM&F, ajudava a adicionar volatilidade aos negócios.

Lá fora, indicadores em linha com as expectativas e a elevação de recomendação para os papéis do Lehman Brothers pelo Citigroup mantinha o cenário benigno. O núcleo do PCE (medida de inflação preferida pelo Fed) em fevereiro, cuja alta ficou dentro do esperado, afastou as tensões acerca do cenário inflacionário nos EUA. O mesmo relatório mostrou que a renda pessoal dos consumidores daquele país subiu mais do que o esperado em fevereiro e os gastos ficaram em linha com as estimativas.

Apesar da melhora, novos momentos de volatilidade e aversão ao risco não estão descartados, já que a agenda da próxima semana está carregada de indicadores econômicos significativos para o rumo da economia dos EUA. Neste sentido, Miriam Tavares, diretora de câmbio da corretora AGK avalia que enquanto o mercado não encontrar sinais contundentes sobre a economia, os mercados devem seguir voláteis, com os investidores cautelosos e reagindo aos indicadores e eventos econômicos de cada dia.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)