Índice não mantém descolamento dos EUA e recua 1,06%

SÃO PAULO, 27 de março de 2008 - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não conseguiu manter o descolamento dos principais índices acionários de Wall Street na segunda etapa dos negócios e acabou encerrando o dia em queda de 1,06%, aos 60.762 pontos. O giro financeiro somou R$ 4,32 bilhões.

'Algumas ADRs (American Depositary Receipts) brasileiras, como Petrobras, Bradesco e Usiminas apresentaram um movimento de realização no mercado norte-americano e acabaram influenciando os papéis no mercado doméstico', explica Edison Marcellino, diretor de renda variável da Finabank Corretora.

A exceção, segundo Marcellino, foram os papéis da Vale, que ainda repercutiam o fim das negociações com a Xstrata. A notícia foi bem recebida pelo mercado, já que a grande preocupação era a capacidade de endividamento da companhia brasileira. As ações preferenciais série A da Vale avançaram 0,5%, a R$ 50,00.

No front externo, o Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano avançou 0,6% no quarto trimestre de 2007, conforme expectativa do mercado. No terceiro trimestre, o PIB havia crescido 4,9%. O deflator do PIB, que mede o custo de uma cesta de bens na economia norte-americana, aumentou 2,4%, abaixo das estimativas dos especialistas (2,7%). 'O resultado não apresentou surpresas. Está faltando evento positivo externo para animar os mercados', ressalta o diretor de renda variável da Finabank Corretora.

Dentre os destaques positivos do Ibovespa estão Cemig PN, que subiu 5,65%, a R$ 30,64; Gol PN, que avançou 3,93%, a R$ 28,79; e Vivo PN registrou alta de 3,67%, a R$ 10,44. No sentido oposto, Perdigão ON recuou 4,55%, a R$ 41,90; Braskem PNA caiu 4,29%, a R$ 14,26; e Brasil Telecom Participações PN registrou queda de 3,97%, a R$ 21,27.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o Ibovespa com vencimento em abril registrou queda de 1,34%, a 60.950 pontos.

(Vanessa Correia - InvestNews)