Classe C cresce no País em 2007, aponta pesquisa

SÃO PAULO, 27 de março de 2008 - O Observador Brasil 2008, pesquisa encomendada pela financeira do grupo francês BNP Paribas, a Cetelem, em parceria com o Instituto de Pesquisa Ipsos, apontou que a classe C no País saltou de 36%, em 2006, para 46%, chegando a 86 milhões de pessoas, em 2007. Já as classes D/E, que até 2006 tinham uma proporção maior que a C, apresentaram uma queda de 46% para 39%, caindo para 73 milhões de pessoas, em 2007.

A pesquisa mostra que houve diminuição na desigualdade de renda, com uma ligeira queda da renda média das classes A/B, ascensão de um grande contingente para a classe C e um pequeno aumento da renda média das classes D/E.

Em 2005, a renda média familiar das classes A/B era R$ 2.484. Ela caiu sucessivamente para R$ 2.325 e depois atingiu R$ 2.217 em 2007, o que corresponde a uma redução de cerca de 11%. Nas classes D/E a renda média familiar subiu de R$ 545 em 2005 para R$ 571 e depois R$ 580 em 2007. Um crescimento de pouco mais de 6%. A renda média da classe C permaneceu no mesmo patamar quando se consideram esses três anos: algo em torno de R$ 1.100. O número de pessoas que passou de D/E para C teve um aumento de renda média mensal de R$ 580 para esses R$ 1.100.

A renda disponível das classes D/E foi negativa em 2005, -R$ 17, terminando o ano no vermelho. No entanto, em 2006, praticamente zeraram obtendo uma renda disponível de um pouco mais de R$ 2. Em 2007, conseguiram atingir R$ 22 de renda disponível.

A classe C também teve aumento de renda disponível. Era R$ 122 em 2005, passou para R$ 191 em 2006 e caiu para R$ 147 em 2007. Apesar da queda no último ano, quando se toma todo o período, o crescimento foi de 20%, algo bastante significativo. Apenas as classes A/B viram diminuir a renda disponível, caindo de R$ 632 em 2005 para R$ 506 em 2007, uma redução de 20%.

(Redação - InvestNews)