Fusão indica cenário positivo para ações

SÃO PAULO, 26 de março de 2008 - A fusão entre Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) anunciada na noite desta terça-feira, antes do prazo máximo de 60 dias, estabelecido em comunicado divulgado em 19 de fevereiro deste ano, pode contribuir para que as ações das duas se tornem mais atraentes, segundo profissionais de mercado. Com nome provisório de Nova Bolsa, a fusão cria uma das maiores holdings de bolsas do mundo, avaliada em cerca R$ 30 bilhões, superando em valor de mercado companhias como a Eletrobrás e a operadora de telefonia móvel Oi.

De acordo com o comunicado, a fusão em uma companhia aberta e com ações negociadas no Novo Mercado da Bovespa vai resultar na emissão de ações ordinárias da nova empresa para os acionistas da BM&F e da Bovespa, na proporção de 50% para cada uma.

Os acionistas da Bovespa Holding vão receber pagamento de R$ 1,24 bilhão. "Estima-se preliminarmente que esta reorganização societária poderá, até 2010, atingir um potencial de economia de até 25% das despesas operacionais anuais da organização combinada, em função das sinergias existentes", destaca nota.

Desde a abertura de capital das duas bolsas, no ano passado, especulava-se no mercado que a fusão poderia ocorrer, entretanto, ambas negavam essa possibilidade.

Para analistas, o processo de fusão pode ter sido acelerado devido à possibilidade da Chicago Mercantile Exchange (CME) aumentar sua participação na BM&F com vistas à aquisição do controle. Atualmente, a CME detém 10% do capital da BM&F.

No último pregão, os papéis da Bovespa Holding (BOVH3) subiram 4,6%, a R$ 24,85, enquanto a ações da BM&F (BMEF3) 5,9%, a R$ 16,80. Ambos acima da valorização registrada pelo Ibovespa, que fechou em alta de 2,15%.

(VS - InvestNews)