Preços de industrializados deve ser monitorado

SÃO PAULO, 25 de março de 2008 - A pressão dos preços dos alimentos deve continuar, apesar da menor intensidade se comparado com o último trimestre de 2007, até o segundo semestre deste ano. No entanto, as atenções devem se voltar para os produtos industrializados. A avaliação é do secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, que participou hoje do Seminário Estratégias de Política Macroeconômica, realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), na capital paulista.

"Até o segundo semestre os alimentos devem se manter como foco de inflação, quando o mercado começa a captar os reflexos do desempenho da safra no hemisfério norte. Os industrializados também serão monitorados de perto pela Fazenda por conta das variações nos preços de commodities e da valorização do câmbio", destaca.

Com relação a demanda, o secretário acredita que a condição do consumidor brasileiro é compatível com a meta de inflação, estabelecida em 4,5% pelo governo, e com o nível da taxa de juro básico (Selic), atualmente em 11,25% ao ano. "A demanda doméstica cresce com a expansão do crédito, mas eventualmente ela deve se estabilizar. É natural. Tanto é assim que a previsão de crescimento da economia continua em 4,5%, o que é perfeitamente sustentável do ponto de vista da oferta e compatível com a meta de inflação e o nível dos juros", disse.

(Vanessa Stecanella - InvestNews)