Leilão da Cesp fracassa por falta de compradores

Agência Brasil

SÃO PAULO - A privatização da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) foi cancelada. Nenhuma das empresas que haviam se inscrito no leilão, marcado para esta quarta-feira, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), depositou os R$ 1,74 bilhão em garantias exigidos para participar da disputa.

O prazo para o depósito acabou às 12h desta terça-feira. A Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo confirmou no início da tarde o cancelamento do leilão.

Cinco empresas haviam manifestado interesse na compra da Cesp: a CPFL, a Neoenergia, a EDP Energia do Brasil, a Tractebel e a Alcoa. No dia 10, elas entregaram os documentos exigidos no edital de privatização.

A Cesp tem seis usinas hidrelétricas: a Ilha Solteira, a Engenheiro Sérgio Motta (Porto Primavera), a Engenheiro Souza Dias (Jupiá), a Três Irmãos, a Paraibuna e a Jaguari. O valor mínimo para compra da empresa foi estipulado em R$ 6 bilhões.

A possibilidade de privatização já havia motivado protestos e ações judiciais. Nesta segunda-feira, cerca de 500 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) protestaram na região do Pontal do Paranapanema. O PT, o P-SOL e o Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo entraram com processos na Justiça para tentar suspender a venda.