Brasil não vai renegociar Itaipu com Paraguai

SÃO PAULO, 20 de março de 2008 - O contrato de formação da Itaipu Binacional, de propriedade dos governos brasileiro e paraguaio, é bom para ambas as partes. A afirmação é do diretor jurídico da estatal, João Bonifácio Cabral Filho,

Ao comentar declarações do candidato à presidência do Paraguai, Fernando Lugo, de que, se eleito, vai propor a renegociação do contrato, assinado em 1974, Cabral disse que não há possibilidade alguma do Brasil renegociar o contrato de Itaipu Binacional.

"Ele [o contrato] prevê que, 50 anos depois da assinatura, sejam renegociadas suas bases financeiras", disse. O diretor jurídico diminuiu a importância das declarações do candidato à presidência do Paraguai, líder nas pesquisas de opinião. "São colocações de cunho eleitoral. Em todas as eleições, este tema é revivido no Paraguai".

Pelo contrato, com validade até 2023, cada país tem direito a 50% da produção de energia, sendo que o Brasil tem prioridade de compra sobre o excedente. Cabral Filho disse ainda que o Brasil tem sido justo com o Paraguai na execução do contrato.

Segundo ele, o país vizinho recebeu, nesse período, USS 3 bilhões referentes a royalties. "Isso mesmo antes de pagarmos as dívidas da construção da usina", enfatizou. O Brasil recebeu o mesmo valor.

"Tenho certeza que o presidente que ganhar as eleições, quando colocar os pés na realidade, vai ver o que é Itaipu e terá uma posição menos passional", disse Cabral Filho.

As informações são da Agência Brasil.

(Redação - InvestNews)