Visa estréia na Bolsa de Nova York com alta de 36%

Agência EFE

NOVA YORK - A administradora de cartões Visa iniciou seu primeiro dia de cotação na Bolsa de Nova York com alta de 36,36%, atingindo nos primeiro minutos de negociação o valor unitário de US$ 60, frente aos US$ 44 fixados como preço de estréia. O presidente e executivo-chefe da maior rede de cartões de crédito do mundo, Joseph W. Saunders, comemorou sua estréia na bolsa - a maior oferta pública inicial de venda de ações (OPA) da história dos Estados Unidos e a segunda do mundo - dando a badalada que marcou a abertura da sessão em Wall Street.

Saunders foi acompanhado no pregão nova-iorquino de um grupo de 30 alunos da escola Kappa V do bairro nova-iorquino de Brooklyn, que tiveram a oportunidade de ver de perto como se trabalha na maior bolsa do mundo. Os papéis da Visa, cotado a partir de hoje com o símbolo 'V', foi lançado com um preço unitário inicial de US$ 44, depois que os bancos responsáveis pela abertura de capital da companhia vendessem 406 milhões de ações ordinárias de classe A por US$ 17,86 bilhões.

O preço de estréia já era superior ao intervalo entre US$ 37 e US$ 42 por ação, que havia sido calculado inicialmente. Até o momento, a maior OPA dos EUA havia sido a da operadora de telecomunicações AT&T, que lançou no mercado US$ 10,6 bilhões em ações há oito anos. A Kraft, com uma oferta inicial de US$ 8,7 bilhões em 2001 e a United Parcel, com outra de US$ 5,5 bilhões em 1999, ocupavam até agora o segundo e terceiro posto na lista de maiores operações americanas desse tipo.

A oferta da Visa ocupa, além disso, o segundo lugar em nível mundial, atrás dos US$ 22 bilhões do Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) em outubro de 2006. Sua concorrente, a MasterCard, a segunda maior companhia de cartões do mundo, estreou no pregão nova-iorquino em 25 de maio de 2006, após fazer uma oferta pública de ações no valor de US$ 2,4 bilhões e conseguiu desde então quintuplicar seu valor de mercado. Durante os primeiros minutos de cotação, os títulos de MasterCard avançavam hoje 4,5% (US$ 9,5) e eram negociados a mais de US$ 219.