Paralisação no setor se agrava na Argentina

SÃO PAULO, 19 de março de 2008 - O agravamento de uma greve de agricultores na Argentina, que entrou em seu sétimo dia e pode durar mais uma semana, causou centenas de cortes nas estradas, segundo os grevistas, em desafio à política fiscal do governo.

A paralisação pode provocar um desabastecimento de carne, afirmou Ulises Forte, dirigente da Federação Agrária Argentina (FAA), que reúne cerca de 100 mil pequenos agricultores.

Assembléias de produtores em greve ocorrem por todo o país nas províncias de Buenos Aires, Santa Fé, Entre Ríos, Córdoba e La Pampa.

O local mais afetado foi a cidade de San Pedro, onde centenas de veículos e produtores se reuniram em uma rodovia com dirigentes das organizações agrárias. No acostamento da estrada, os manifestantes atearam fogo a um trator.

A greve continuará ´até que o governo volte atrás e reduza os impostos cobrados às exportações, aplicados desde a semana passada´, disse à AFP Eduardo Buzzi, presidente da FAA. ´As manifestações continuarão porque não houve, até agora, diálogo algum com o governo´, afirmou o vice-presidente da Sociedade Rural Argentina, Hugo Biolcatti.

A carne bovina, que pode faltar depois do feriado de Semana Santa, é considerada o principal alimento dos argentinos.

O governo respondeu que a alta das taxas cobradas sobre as exportações é justa porque as vendas externas do setor geram aproximadamente 24 bilhões de dólares anualmente e os donos de terras e gado estão cada vez mais ricos.

´Nada temos a mudar. Peço aos produtores que voltem a trabalhar´, disse o Chefe de Gabinete, Alberto Fernández.

As informações são da AFP.

(Redação - InvestNews)