Manhã é marcada por cautela e volatilidade

SÃO PAULO, 17 de março de 2008 - O foco dos investidores durante toda a manhã foi o cenário internacional e lá o clima de cautela e a volatilidade ainda devem prosseguir e novas ondas de aversão ao risco por parte dos investidores não podem ser descartadas. A compra do Bear Stearns pelo JP Morgan a preço de liquidação - US$ 2 por ação - e a redução emergencial da taxa de redesconto pelo Federal Reserve de 0,25 ponto porcentual, para 3,25%, ambos anunciados ontem, não estancam as preocupações sobre a gravidade da atual crise. Foi neste clima de incertezas que o presidente norte-americano George W. Bush deu garantias nesta manhã de que os mercados financeiros continuarão funcionando, acrescentando que o governo dos EUA está atento à situação.

Por aqui, no campo de inflação, foi informado que o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de 15 de março atingiu 0,14%. O resultado ficou dentro das previsões, mas um pouco acima da mediana. As estimativas para este indicador variavam de 0,11% a 0,16%, com mediana de 0,12%. Já o Índice Geral de Preços -10 (IGP-10) que registrou em março elevação de 0,61%, ante variação positiva de 0,80% em fevereiro. O resultado superou o teto das estimativas dos analistas, que variavam de 0,37% a 0,55%, com mediana de 0,49%.

Neste sentido, os investidores monitoraram também o boletim Focus, mostrando que os analistas de mercado elevaram pela quarta semana consecutiva, a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que subiu de 4,42% para 4,44%. Já para a taxa Selic o boletim revelou que os analistas continuam apostando que o colegiado irá manter inalterada a taxa de juro básico até o final deste ano em 11,25%.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) as projeções de juros embutidas nos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DI) subiram acompanhando a piora no mercado externo. O DI de janeiro de 2010, o mais líquido, apontava juro anual de 13,17%, ante 13,10% do ajuste anterior.

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)