Infraero registra registrou prejuízo de R$ 76,3 milhões em 2007

Agência Brasil

BRASÍLIA - Descontados os gastos da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) com bens da União, como obras e serviços de engenharia realizados nos aeroportos, a empresa registrou em 2007 prejuízo de R$ 76,3 milhões. Esse valor é 43,6% menor que o verificado em 2006. A receita líquida foi de R$ 2,145 bilhões, um crescimento de 10,9% em relação ao ano anterior. O custo dos serviços prestados saltou para R$ 1,614 bilhão, crescendo 15,8%.

Segundo o diretor financeiro da empresa, Sebastião Ferreira Junior, se os gastos com obras fossem contabilizados como investimentos, como é feito nas empresas privadas, a Infraero teria tido, em 2007, um lucro líquido de R$ 261,2 milhões. O resultado é conseqüência da redução de reservas destinadas a possíveis perdas, como reconhecimento integral de perdas das dívidas vencidas da Varig, o que já havia ocorrido em outros anos com a Transbrasil e a Vasp. Essa reserva, que em 2006 foi de R$ 278,6 milhões, caiu para R$ 171,2 milhões no ano passado.

Para o ano passado, estavam previstos investimentos da ordem de R$ 1,285 bilhão, mas problemas verificados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), fizeram com que algumas obras grandes fossem paralisadas e o investimento ficassem em apenas R$ 573,1 milhões. A construção do terceiro terminal de passageiros do aeroporto de Guarulhos, um novo terminal de passageiros em Florianópolis e a expansão dos aeroportos de Vitória, Goiânia e Macapá estão entre as obras que ficaram para este ano.

- Essa paralisação foi provocada por questionamentos feitos pelo TCU no que diz respeito aos preços unitários praticados em alguns dos nossos contratos. São preços que resultam de processos licitatórios e que o TCU entende que poderiam ser inferiores, baseando-se em tabelas que foram desenvolvidas no passado com outra finalidade que não a utilização em aeroportos (em pistas, pátios ou terminais), que não há um sistema próprio - afirmou Ferreira Junior.

Ele disse que o TCU se baseia, muitas vezes, em preços praticados em obras do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT). Segundo ele, uma nova tabela específica para o setor aeroportuário já está em estudo pela Caixa Econômica Federal e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Por conta das obras paralisadas em 2007, a previsão de investimentos para este ano é de R$ 1,723 bilhão. Desse total, R$ 1,2 bilhão está estão previsto nas obras prioritárias do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).