Endividamento da capital paulista fica estável em março

SÃO PAULO, 17 de março de 2008 - O índice de endividamento dos paulistanos se manteve estável em março, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio). O indicador permaneceu em 48% na comparação com fevereiro. Em relação a março de 2007, o índice atingiu 62%, uma queda de 14 pontos percentuais. Já no que se refere ao nível de inadimplência - consumidores com contas em atraso - o índice alcançou 35%, alta de 3 pontos percentuais em relação ao mês anterior.

Segundo a pesquisa, há mais paulistanos com dívidas na faixa de rendimentos até três salários mínimos (55%). Já entre os consumidores que ganham de três a 10 salários a porcentagem de endividados é de 54%, enquanto os que ganham acima de 10 salários mínimos, o índice é de 37%.

A PEIC também mostra que 49% das pessoas com renda até três salários mínimos estão inadimplentes, contra 33% dos que ganham de três a 10 salários mínimos, e 22% entre os que possuem renda acima deste patamar.

"A estabilidade no nível de endividamento em março ainda é reflexo da expansão da oferta de crédito e da renda, além do cenário econômico e a melhoria nos indicadores de emprego", avalia a Fecomercio.

Na análise do comprometimento da renda para o pagamento de dívidas, em março o índice permaneceu em 31%. A pesquisa mostra ainda que 71% dos consumidores pesquisados declararam a intenção de pagar total ou parcialmente suas dívidas em atraso, contra 70% em fevereiro. Na segmentação por renda, observa-se que a intenção de pagamento é maior entre consumidores com rendimentos de acima de 10 salários mínimos (82%), seguido por aqueles que ganham de três a 10 salários (75%) e pelos que recebem até três salários mínimos (64%).

Com relação ao prazo médio de comprometimento da renda, a maior incidência é no período de três meses a um ano (46%). O restante divide-se entre os períodos de até três meses (22%) e mais de um ano (31%).

Quando analisado o tempo de atraso das dívidas, constatou-se que para 37% dos consumidores o prazo é de até 30 dias, enquanto que para 27% o período é de 30 a 60 dias. Já para 11% o atraso é de 60 a 90 dias e para os outros 24%, o tempo de atraso das dívidas são superiores a 90 dias. Quanto aos motivos para a inadimplência, a falta de controle financeiro foi apontado por 39% dos consumidores, seguido pelo desemprego (21%). O cartão de crédito continua sendo o grande vilão das dívidas, segundo 43% dos consumidores, seguido pelos carnês (22%). Quando indagado sobre qual tipo de despesa mais afetou suas dívidas atuais, 17% apontaram os gastos com alimentação, seguidos por vestuário (13%) e eletrodomésticos (10%).

De acordo com a Fecomercio, as mulheres encontram-se mais endividadas que os homens (49% e 48% respectivamente). Quando o assunto é inadimplência, as mulheres também estão à frente dos homens (37% e 33% respectivamente). Já na análise segmentada por faixa etária, os consumidores com idade inferior a 35 anos apresentam-se mais endividados (49%), enquanto os com idade superior registraram 46%. Em relação à inadimplência é maior entre os consumidores abaixo de 35 anos (36%), contra os mais velhos (35%).

(Redação - InvestNews)