Dólar acompanha nervovismo e sobe

SÃO PAULO, 14 de março de 2008 - A volatilidade continua intensa e novas notícias envolvendo a crise de crédito nos Estados Unidos elevou a aversão ao risco. O dólar subiu 0,83% no fim da primeira etapa, vendido a R$ 1,706.

O mote do dia foi o anúncio do JP Morgan em conjunto com o Fed (banco central norte-americano) de Nova York, de um plano de ajuda financeira ao banco de investimentos Bear Stearns, devido à queda "significativa" na liquidez. A notícia reforçou os temores de que os problemas no segmento de crédito continuam graves, contrariando o relatório da agência de rating de risco, Standard & Poor's, divulgado ontem, que estima que o fim das baixas contábeis relacionadas à crise do setor imobiliário está próximo.

Em meio ao cenário de incertezas, o resultado do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) norte-americano ficou para segundo plano. O indicador ficou inalterado em fevereiro quando comparado com o mês anterior e subiu 4%, abaixo do esperado, na comparação anual. Já o núcleo, que exclui itens mais voláteis como alimentos e energia, também ficou estável em fevereiro, enquanto que as projeções apontavam para alta de 0,2%.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)