BMG monitora economia de olho em IPO

SÃO PAULO, 14 de março de 2008 - Quando o BMG, líder no setor de crédito consignado, começou a oferecer ao mercado este tipo de produto, em 1998, a porcentagem de crédito do Brasil em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) era de 19%. Hoje está relação está estima em torno de 35%. Impulsionado justamente pela elevação do crédito e por um cenário macroeconômico melhor, o banco atingiu e consolidou sua liderança neste segmento do mercado.

Só no ano passado o lucro líquido do BMG cresceu 92,8% no comparativo com o exercício anterior, passando de R$ 263,3 milhões para R$ 507,59 milhões. Com o resultado, o patrimônio líquido da instituição pulou de R$1,004 bilhão para R$ 1,328 bilhão. A rentabilidade patrimonial ficou em 38,2% em 2007, contra 26,2% em 2006.

Dê olho nas perspectivas macroeconômicas nacionais e globais o banco está se estruturando para fazer um IPO no próximo ano. ´Ainda estamos analisando algumas variáveis e preparando a nossa movimentação para o próximo ano. Estamos avaliando o cenário externo macroeconômico e financeiro mais favorável para implementarmos nossa operação e isto inclui a manutenção da economia local e saber quais serão os desdobramentos da crise global puxada pelo subprime nos Estados Unidos. A princípio, nossa intenção é abrirmos o capital da empresa em 2009´, comenta Ricardo Gelbaum, diretor executivo financeiro do banco.

E as expectativas são positivas. Para Gelbaum, a economia brasileira está muito mais sólida. ´Embora estão todos aguardando como a crise do subprime irá se desenvolver, acredito que se ela vier a atingir o Brasil, o impacto e a durabilidade serão muito menores do que as influências das crises externas que observávamos no país há alguns anos. Até porque no Brasil não temos nada similar ao subprime americano´, avalia o diretor. ´Nossa perspectiva com relação ao País é tão positiva que acreditamos que ainda este ano o Brasil atingirá o grau de Investment Grade´, completa Gelbaum.

Mas por enquanto a intenção do banco é a manutenção de sua liderança no setor de consignados. Em 2007, a geração de crédito chegou a R$ 6,13 bilhões, dos quais R$ 4,02 bilhões foram para crédito consignado com desconto em folha de pagamento. Os maiores tomadores de recursos no empréstimo consignado foram os servidores públicos (47,5%), seguidos dos aposentados e pensionistas do INSS (45,5%) e de funcionários de empresas privadas (7%). Para este ano, a expectativa é de que a geração de crédito seja alavancada em 30% assim como os resultados da empresa no comparativo com o ano passado.

(Angela Ferreira - InvestNews)