Agrenco inaugura novo complexo industrial

SÃO PAULO, 14 de março de 2008 - A Agrenco, grupo especializado em fornecer soluções integradas e personalizadas em toda a cadeia do agronegócio, inaugurou, há pouco, seu primeiro complexo industrial localizado no Alto Araguaia, Mato Grosso. Este será o único complexo brasileiro com produção integrada e tecnologia que permite flexibilidade para produção de diversos tipos de farelos, óleos, biodiesel e energia elétrica simultaneamente, de acordo com a demanda. A planta está dividida em quatro unidades: (i) esmagamento de soja, (ii) prensagem de caroço de algodão, semente de girassol e de crambe, (iii) produção de óleo vegetal refinado e/ou biodiesel e (iv) co-geração de energia elétrica.

O novo complexo destaca-se por ser moderno, de baixo custo, poupador de energia, conta com fontes alternativas de matéria-prima, alem de preservar o meio ambiente. Esta também será a primeira planta no Brasil a produzir o farelo super hipro (SHP), com mais de 50% de proteína. A unidade de prensagem está preparada para a produção dos farelos de girassol, caroço de algodão e outras oleaginosas de alta qualidade. 'Seremos a maior fábrica da América Latina em termos de processamento de sementes alternativas à soja, somos a única no mundo a produzir, nesta escala e com esta tecnologia, proteínas livres de salmonela. Através das melhores características do farelo de soja produzido nesta nova unidade, nossos clientes obterão uma melhor conversão de proteína vegetal em animal nos animais alimentados com este novo produto', afirma o CEO da Agrenco, Antônio Iafelice.

O complexo também apresenta tecnologia flexível para a produção de óleo vegetal refinado para consumo humano ou biodiesel, além da glicerina. 'Se o mercado pedir, também estamos equipados para processar biodiesel padrão europeu e norte americano (BD 100) a partir de qualquer matéria prima gordurosa, resíduos gordurosos e de recuperação pós uso de óleos e gorduras vegetais, e tudo isso simultaneamente', completa o executivo.

A unidade de co-geração de energia elétrica conta com caldeiras flexíveis, projetadas para queimar qualquer tipo de biomassa. Inicialmente o grupo investe na queima do capim brachiaria e já conta com mais de 13 mil hectares arrendados para a plantação deste insumo agrícola. O processo da queima ferve a água dentro da caldeira que gera como resultado o vapor, que será utilizado tanto no impulso do funcionamento da esmagadora de soja quanto para a produção de energia elétrica. De toda a energia gerada pela fábrica, 30% será consumida pelo próprio complexo, e 70% será vendida para rede de energia. 'O cultivo do campo capim é feito em terras de baixa qualidade, inutilizáveis para plantio de grãos. Com isso, diminuiremos a queima de lenha dos cerrados e a poluição nas cidades a custos competitivos. Geraremos mais emprego e renda no campo', destaca Iafelice. Com a chegada da nova fábrica, 180 novos empregos diretos foram gerados, além do beneficio a mais de quatro mil famílias de pequenos produtores da região.

O complexo tem capacidade anual para esmagar 900 mil toneladas de soja e produzir 630 mil toneladas de farelo de soja com alto teor de proteína, além de 176 mil toneladas de óleo de soja vegetal. 'Temos acesso a um grande volume de sementes oleaginosas na América do Sul, em particular no Brasil, e já firmamos contratos de compra de soja com grandes produtores e cooperativas, de forma a garantir o fornecimento confiável e eficaz da matéria-prima no longo prazo', afirma Iafelice.

A unidade de Alto Araguaia está diretamente interligada à linha férrea, e a maior parte da produção será escoada pelos trens diretamente ao Porto de Santos, em São Paulo. O objetivo é exportar 100% do farelo. A Agrenco já tem planos para distribuição com parceiras na Europa, além do relacionamento já existente com a multinacional japonesa Marubeni, considerada parceira na joint venture de biocombustíveis e uma das investidoras da companhia. O Grupo pretende inaugurar mais duas plantas com tecnologia semelhante em Caarapó, Mato Grosso do Sul e Marialva, Paraná, ainda no primeiro semestre desse ano. O investimento nestes três projetos é cerca de US$ 190 milhões.

(Redação - InvestNews)