Números internos pautam os negócios

SÃO PAULO, 25 de fevereiro de 2008 - Os números sobre a economia brasileira divulgados nesta manhã trouxeram certo pessimismo aos negócios. O dólar, que abriu a sessão abaixo de R$ 1,70, favorecido pela expectativa de que um plano de socorro à seguradora de bônus norte-americana Ambac seja anunciado a qualquer momento e pela notícia de que o Citigroup estaria disposto a ajudar um dos seus fundos de hedge, não sustentou o patamar e fechou a manhã vendido a R$ 1,704.

Influenciaram sobre as cotações, o anúncio do Banco Central de que o saldo das transações correntes ficou negativo em US$ 4,2 bilhões em janeiro e o fluxo cambial voltou a registrar saídas líquidas. Além disso, a balança comercial teve déficit de US$ 81 milhões na quarta semana do mês, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento. Ainda assim, o saldo está positivo em US$ 976 bilhões em fevereiro. Já o investimentos estrangeiro direto (IED) está em apenas US$ 100 milhões neste mês.

Em contrapartida, o balanço de pagamento registrou superávit de US$ 3,2 bilhões em janeiro. Destaque para os ingressos líquidos de investimentos estrangeiros diretos, de US$ 4,8 bilhões em janeiro - o melhor resultado desde 1.947.

O câmbio também reage aos dados de revenda de casas nos EUA, que cedeu 0,4% em janeiro, para uma taxa anual de 4,89 milhões. Em Nova York, Dow Jones subia 0,82%, Nasdaq 0,70% e S&P 0,64%.

Mantendo a rotina, o BC comprou dólares no mercado à vista. A taxa fixada foi de R$ 1,7051.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)