Ser credor externo indica superação gradativa de crises, diz Meirelles

Agência Brasil

BRASÍLIA - A elevação do Brasil à posição de credor externo indica a superação gradativa de um longo período caracterizado pela vulnerabilidade e crises, causadas principalmente pela dificuldade em honrar a dívida externa do país. A avaliação é do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, que consideração a condição de credor um "marco expressivo de nossa história".

O Brasil é considerado credor porque as reservas internacionais e outros ativos, dinheiro aplicado no exterior, são maiores do que a dívida externa.

"Este feito é resultado direto da implementação, nos últimos anos, de políticas macroeconômicas responsáveis e consistentes, baseadas no tripé responsabilidade fiscal, câmbio flutuante e metas para a inflação. Esse tripé tem assegurado uma melhora gradativa dos nossos fundamentos fiscais e externos, o que aumenta a resistência da economia a choques adversos", afirmou Meirelles, em nota divulgada ontem pela assessoria de imprensa do BC.

De acordo com Meirelles, o Banco Central "continuará pautando sua atuação de forma a que os ganhos recentes da economia sejam mantidos e aprofundados, em beneficio da população brasileira".