Governo oficializa PDE, que prevê aporte de R$ 168 bi

SÃO PAULO, 22 de fevereiro de 2008 - O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou no Diário Oficial da União desta sexta-feira a Portaria Nº 48 que aprova o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2007/2016). O documento prevê investimentos de R$ 168 bilhões nas áreas de geração e transmissão de energia.

A maior parte dos recursos (R$ 134 bilhões) será aportada na área de geração, onde os investimentos em usinas hidrelétricas somarão R$ 107 bilhões. As usinas térmicas receberão outros R$ 27 bilhões. Já no setor de transmissão, os investimentos somarão R$ 33,9 bilhões, sendo R$ 23,8 bilhões relativos a linhas e R$ 10,1 bilhões relativos às subestações e transformadores.

O PDE 2007/2016 foi baseado em estudos elaborados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a partir de diretrizes do MME, e tem como referência um crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 4,2% e 4,9% aos longo dos próximos 10 anos.

No melhor dos cenários, o consumo de energia elétrica saltará de 388 TWh em 2006 para 673,1 TWh em 2016, uma alta de 5,7% ao ano. Caso o crescimento da economia brasileira seja de 4,2% em média, o consumo terá expansão anual de 5,1%, para 636,6 TWh. A capacidade instalada de energia no Brasil deverá crescer de 96.294 MW em 2006 para 144.803 MW ou 150.403 MW em dez anos, conforme o crescimento do PIB nacional. Já a demanda máxima por energia saltará de 62,1 GWh/h em 2006 para 101,2 ou 106,2 GWh/h em 2016.

A produção de petróleo deverá saltar de 104,6 milhões de metros cúbicos (m³) para 146,9 milhões de metros cúbicos em 2016. "Agregando os recursos não descobertos, potencial estimado, a produção no ano de 2016 evolui para 164 milhões de m³, passando por um máximo de 167,5 milhões de m³ em 2014", destaca o MME.

A produção de gás natural passará de 21,3 bilhões de m³ em 2007 para 45,3 bilhões de m³ em 2016, enquanto que a oferta de etanol: saltará de 17,8 milhões de litros para cerca de 40 milhões de litros em igual comparação. A oferta de biodiesel passará de cerca de 0,7 milhões de m³ para valores de 3,2 milhões e 3,4 milhões de m³ em 2016.

(Redação - InvestNews)