Índice se descola dos EUA e quase zera perdas do ano

SÃO PAULO, 21 de fevereiro de 2008 - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) se descolou das principais praças acionárias norte-americanas ao encerrar o pregão desta quinta-feira com leve valorização de 0,07%, aos 63.792 pontos. O giro financeiro somou R$ 5,9 bilhões.

Na máxima do dia, a bolsa paulista atingiu os 64.631 pontos, zerando assim a desvalorização registrada no ano. Embora o movimento tenha perdido fôlego durante a sessão, a Bovespa se tornou a primeira bolsa de valores, dentre as principais, a registrar valorização em 2008.

Se considerarmos os fechamentos desta quinta-feira, de acordo com dados fornecidos pela Global Financial Advisor, Dow Jones acumula queda de 2,89% em 2008; S&P 500 registra desvalorização de 2,61%; e Nasdaq recua 13,3%. Já na Europa, o FTSE 100 (Londres) registra queda de 8,13% este ano; o índice DAX (Frankfurt) recua 14,41%; e CAC (Paris) desvaloriza-se 13,45% em 2008.

´Falando sobre o movimento desta quinta-feira, a ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), dos Estados Unidos sinalizou que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) poderá promover novo corte na taxa básica de juros. Esse movimento fez com que os investidores fossem em busca de treasures, além de papéis de países com consistência macroeconômica como é o caso do Brasil´, afirma Miguel Daoud, diretor da Global Financial Advisor.

Hoje, o Banco Central divulgou que o Brasil passou a ser credor externo, pela primeira vez na história do país. A autoridade monetária explicou que isso só foi possível com a redução da dívida externa total líquida, quando se deduzem da dívida externa bruta os ativos do país no exterior, constituídos fundamentalmente pelas reservas internacionais.

No front externo, dados referentes a economia dos Estados Unidos fizeram com que as bolsas de valores da região registrassem queda. Os indicadores antecedentes, que apontam a tendência da economia norte-americana no prazo de três a seis meses, recuaram 0,1% em janeiro quando comparado com o mês anterior. Já o indicador que mede o nível da atividade industrial na região da Filadélfia atingiu os 24 pontos negativos em fevereiro enquanto que no mês anterior. O número frustrou os analistas, que esperavam um número próximo a 10 pontos negativos para o período.

Já no mercado doméstico, as ações da Vivo são destaque da sessão. A companhia anunciou que registrou prejuízo líquido de R$ 99,4 milhões em 2007. Um ano antes a companhia havia somado lucro de R$ 16,3 milhões. Na opinião da Ativa Corretora, o resultado foi positivo, ´principalmente porque a Vivo conseguiu expandir consideravelmente a base de clientes no final do ano, sem abrir mão de margem, diferente do ocorrido em trimestres anteriores´. Os papéis ordinários da empresa subiram 0,38%, enquanto que os preferenciais avançaram 5,15%.

Além dos papéis da Vivo, dentre os destaques positivos do Ibovespa estão Usiminas PNA, que subiu 5,04%, a R$ 103,00; Duratex PN, que avançou 4,19%, a R$ 37,50; e Telemar ON, que registrou alta de 3,17%, a R$ 65,17. No sentido oposto, CCR ON caiu 6,18%, a R$ 28,51; Gol PN recuou 3,48%, a R$ 30,20; e Cyrela ON registrou queda de 3,48%, a R$ 25,20.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o Ibovespa com vencimento em abril registrou queda de 0,06%, a 64.350 pontos.

(Vanessa Correia - InvestNews)