Produção cresceu 6% em 2007

SÃO PAULO, 8 de fevereiro de 2008 - A produção industrial apresentou crescimento acumulado de 6% no ano passado, segundo a Pesquisa Industrial Mensal Produção Física divulgada há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa supera "em muito" o observado em 2006 (2,8%) e 2005 (3,1%). De acordo com o IBGE, em 2007, o aumento da produção foi abrangente, atingindo 21 atividades, as quatro categorias de uso, 65 dos 76 subsetores e 66% dos produtos pesquisados.

Entre as atividades, os desempenhos de maior impacto sobre a média global da indústria foram de veículos automotores (15,2%) e máquinas e equipamentos (17,7%). Segundo a pesquisa, nesses ramos, sobressaíram os itens automóveis, autopeças e caminhões, no primeiro setor, e centros de usinagem, fornos microondas, refrigeradores e máquinas para colheita, no segundo. Também tiveram destaque os resultados positivos de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (14,0%); outros produtos químicos (5,7%); metalurgia básica (6,8%); indústria extrativa (5,8%) e alimentos (2,5%). Esse grupo de indústrias tem uma dinâmica bastante articulada ao bom desempenho das áreas de bens de capital e de bens de consumo duráveis, líderes da expansão recente, além de se beneficiar do dinamismo das exportações de commodities, como é o caso da indústria extrativa (minérios de ferro) e da alimentícia (açúcar). Por outro lado, vieram de fumo (-8,1%), madeira (-3,2%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (-1,1%) as principais pressões negativas.

Nos índices por categorias de uso, a maior taxa ficou com bens de capital (19,5%), única que atingiu dois dígitos, apoiada no crescimento generalizado dos seus diversos subsetores: bens de capital para transporte (18,1%), para uso misto (15,4%), para fins industriais (17,0%), energia elétrica (26,0%), agrícolas (48,3%) e para construção (18,7%). O segmento de bens de consumo duráveis também exibiu expansão acima da média nacional, avançando 9,2%, apoiado principalmente no dinamismo do setor automobilístico (12,6%), uma vez que foram mais discretos os resultados positivos de celulares (2,0%) e de eletrodomésticos (5,3%). O bom desempenho deste segmento foi reflexo da manutenção das condições de crédito, da maior estabilidade no mercado de trabalho e do aumento da massa salarial.

Ainda na comparação com o ano de 2006, bens intermediários (4,9%) e bens de consumo semi e não duráveis (3,4%), tiveram expansão em todos os seus subsetores e mostraram crescimento abaixo da média geral da indústria em 2007. Nos bens intermediários, o principal destaque ficou com insumos industriais elaborados (4,1%), seguido por peças e acessórios para equipamentos de transporte industrial (11,7%) e insumos industriais básicos (7,2%). Nestes grupamentos, sobressaíram os avanços nos itens produtos siderúrgicos e herbicidas; autopeças; e minérios de ferro. O índice observado na produção de insumos para construção civil (5,1%) fechou acima do total da categoria e do desempenho de 2006 (4,5%). No setor de bens de consumo semi e não duráveis, o principal impacto ficou com alimentos e bebidas elaborados para uso doméstico (3,8%), seguido por carburantes (6,2%), outros não-duráveis (2,0%) e semiduráveis (3,2%), impulsionados pelos itens refrigerantes e cervejas; álcool; inseticidas; e toalhas de banho.

(Redação - InvestNews)