Novos índices promovem ajustes na BM&F

SÃO PAULO, 8 de fevereiro de 2008 - A manhã foi de ajustes na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) com os investidores repercutindo os indicadores de inflação que começam a desacelerar. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2010 caiu de 12,66% para 12,61% ao ano.

O diretor de gestão da Meta Asset Management, Alexandre Horstmann, explica que com os preços recuando e a atividade mostrando acomodação é natural que a curva de juros comece a devolver um pouco o prêmio exagerado embutido nos DIs. Vale lembrar que o mercado de juro futuro já precificou que se necessário o colegiado do Banco Central poderá promover aumento na taxa Selic, fixada em 11,25% ao ano. "No entanto, a cada resultado positivo nos indicadores econômicos faz os investidores questionarem se realmente será necessário uma elevação na Selic, abrindo espaço para a possibilidade de corte de juros", friza o executivo.

Horstmann lembra que nesta semana curta houve dados positivos para a economia brasileira, dentre eles, o boletim Focus que não mostrou piora nas expectativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ao contrário, houve até uma leve queda. Segundo o documento, a estimativa é de que o indicador avance 4,44% ao final de 2008, ante 4,45% projetado na semana anterior.

Nesta manhã, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontou variação positiva de 0,82% no Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de 7 de fevereiro, abaixo da apurada com base na coleta encerrada em 31 de janeiro. Neste sentindo, foi informado que o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), apesar do avanço de 0,99%, em janeiro, teve uma taxa inferior à dezembro, de 1,47%. O resultado veio dentro do esperado pelos analistas.

Ainda na agenda doméstica, foi informado que a produção industrial apresentou crescimento acumulado de 6% no ano passado, superando em muito o observado em 2006 (2,8%) e 2005 (3,1%).

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)