Dezembro apresentou queda 0,6% na produção

SÃO PAULO, 8 de fevereiro de 2008 - A produção industrial registrou queda de 0,6% passagem de novembro para dezembro, segundo a Pesquisa Industrial Mensal Produção Física divulgada há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O recuo observado em dezembro atingiu a maioria (16) dos 27 ramos pesquisados e duas das quatro categorias de uso.

Entre as atividades, o principal impacto negativo veio de veículos automotores (-6,2%), que após crescer 8,7% em outubro, assinalou o segundo recuo consecutivo, acumulando uma perda de 11,0% nestes dois meses. Outras contribuições negativas relevantes vieram de edição e impressão (-8,9%) e de máquinas para escritório e equipamentos de informática (-11,1%). Entre os que expandiram a produção, os destaques foram indústrias extrativas (6,5%), que acumulou em três meses crescimento de 7,7%, material eletrônico e equipamentos de comunicações (3,5%), alimentos (1,0%) e refino de petróleo e produção de álcool (1,5%).

No corte por categorias de uso, bens de consumo semi e não duráveis registrou o resultado mais negativo (-2,1%), após recuar 0,6% em novembro. O segmento de bens de capital (-0,2%) interrompeu seqüência de quatro taxas positivas, período em que acumulou expansão de 8,5%. Bens intermediários (1,0%) e bens de consumo duráveis (0,6%) ampliaram a produção na passagem de novembro para dezembro, após recuarem 0,8% e 2,4% no mês anterior, respectivamente.

Se comparado com dezembro de 2006, a atividade industrial cresceu 6,4%, com taxas positivas na maior parte (20) dos 27 setores pesquisados e nas quatro categorias de uso. O desempenho favorável de veículos automotores (14,9%) e de máquinas e equipamentos (17,8%) manteve estes setores como os principais impactos sobre a média global. Destacaram-se, também, as contribuições positivas de material eletrônico e equipamentos de comunicações (20,9%); indústrias extrativas (10,0%); refino de petróleo e produção de álcool (6,9%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (15,8%) e metalurgia básica (7,5%). As pressões negativas mais relevantes vieram de edição e impressão (-6,6%), calçados e artigos de couro (-8,3%) e madeira (-10,5%).

No corte por categorias de uso, a expansão mais elevada ficou com o segmento de bens de capital, onde o crescimento dezembro 2007/ dezembro 2006 chegou a 19,9%, seguido por bens de consumo duráveis (11,6%) que também assinalou taxa de dois dígitos. O segmento de bens intermediários (6,8%) apontou índice próximo à média global (6,4%), enquanto bens de consumo semiduráveis e não duráveis (1,3%) mostrou o resultado mais moderado.

(Redação - InvestNews)